Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 13/09/2019

No contexto da Guerra Fria, a internet foi desenvolvida pelos Estados Unidos da América (EUA) para auxiliar no compartilhamento de informações de guerra. No entanto, no século XXI essa ferramenta se tornou um espaço “sem regras”, em que a intolerância e o discurso de ódio “reinam”, aumentando relativamente os casos de cyberbullyng, xenofobia, racismo, homofobia, machismo, entre outros. Nesse sentido, convém analisar-se as principais consequências de tal postura na internet.

Em primeiro lugar, deve-se averiguar a origem da intolerância e do discurso de ódio. De acordo com o artigo 5º da Constituição Federal, é garantido a todos a liberdade de expressão. Porém, essa liberdade está sendo confundida com o falar tudo o que pensa , impor opiniões, desrespeitar os valores e pensamentos dos outros, xingar e tratar mal as pessoas e ferir os direitos humanos. Observando-se esses fatores fica a questão: como podem se manter impunes? Está ai um grande problema da internet, a possibilidade do anonimato. Esse fator contribui para que os atos não tenham consequências. Um exemplo para comprovar o que foi dito anteriormente, é o aplicativo Secret, onde os usuários postavam seus segredos e respondiam perguntas, tudo de forma anonima. Esse aplicativo contribuiu para uma onda de ódio em que todos falavam mal de todos, meninas eram taxadas da “putas”, segredos eram contados sem permissão, entre outras crueldades. Causando tanta polêmica, o aplicativo foi proibido.

Inquestionavelmente, a intolerância e o discurso de ódio vêm trazendo consequências para a sociedade. Como já disse Albert Einstein: “Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa Humanidade”. A partir do momento que se usa uma ferramenta como a internet, para ferir o outro, demonstra-se que os valores humanos mudaram e a competição é a nova regra. Inúmeros casos de depressão e até mesmo suicídio são identificados e tem como causa principal, situações de intolerância e ódio vividas nas redes sociais. Essas situações devem ter fim, pois a internet é um lugar para unir as pessoas e não destruí-las.

Infere-se portanto que, como medida de ajuda ao combate da intolerância e do discurso de ódio, os administradores das redes sociais devem censurar, proibir e bloquear usuários que sejam “fakes”, promovam o ódio e o bullyng, a partir de uma ferramenta que possua um banco de palavras “proibidas” e seja capaz de identifica-las nas postagens antes mesmo de serem enviadas. Deve-se também inserir na internet uma aba de suporte onde o usuário pode facilmente denunciar outro que fere o seu direito e falta com respeito, sendo bem informado do que fazer e que dados coletar para poder provar a importunação do outro. Dessa forma, a internet poderá ser novamente apenas uma plataforma de auxilio e aproximação de pessoas.