Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 23/09/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, expedida pela ONU em 1948, garante a todos o direito ao livre pensamento e propõe que as relações sociais sejam embasadas na fraternidade. No entanto, a realidade diverge desse princípio, com a prevalência da intolerância. Assim, no tocante à ascensão da internet, as intransigências da sociedade refletiram no âmbito digital por meio do discurso de ódio nas redes sociais.

Em primeiro lugar, a ausência da instrução adequada é uma excelente propagadora da intolerância. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é produto da educação, assim, é possível inferir que a falta da mesma influencia na formação do indivíduo intolerante, caracterizado por não aceitar opiniões divergentes das suas. Tal atitude não deve ser permitida, pois o respeito frente ao pensamento alheio é salutar para os direitos inalienáveis da sociedade democrática.

Em segundo lugar, hodiernamente, as redes sociais são os maiores palcos do discurso de ódio. Segundo a agência Comunica Que Muda, após a análise de milhares menções na internet sobre diversos assuntos, foi concluído que a maioria delas apresentavam ideias intolerantes. Nesse sentido, é notória a urgência dos usuários da web aprenderem um dos pilares da boa convivência em rede: a tolerância.

Portanto, a partir dos fatos supracitados, urge a necessidade da resolução de tal problemática. Para isso, o Ministério da Educação deveria levar a pauta da tolerância para o âmbito escolar, por meio de discussões construtivas entre alunos e sociólogos, com a finalidade de contribuir para a formação de indivíduos que lidem com a diferença na forma de pensar do outro de maneira sadia. Assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos teria mais efetivação na prática.