Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 18/09/2019

De acordo com o filósofo Karl Popper a tolerância deve ser voltada apenas para o tolerante, porque, uma vez que ela é ilimitada, coloca a sociedade complacente em risco, de tal forma que, leva a destruição do termo usado pelo filósofo. Igualmente, a sociedade brasileira necessita averiguar a constante incomplacência e o ódio dirigido a determinados grupos. Em síntese, os dominantes ditam os padrões sociais, e são protegidos conforme previsto na constituição, no entanto, os grupos em situação de desvantagem, não recebem total amparo legislativo, além disso, o discurso odioso é destinado às minorias, ao passo que impede a isonomia.

Segundo a carta Magna, é dever do estado proporcionar liberdade e igualdade a fim de que prevaleça a dignidade. Entretanto, é evidente que grupos minoritários não desfrutam de um amparo legal eficaz, tal como ocorre com o coletivo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros) que tem seus direitos sociais reduzidos, visto que, a princípio não é permitido que um homem gay, saudável doe sangue, não existindo respaldo científico que justifique. Em seguida, ainda referente ao âmbito da saúde, o sistema público não apresenta campanhas de conscientização e métodos preventivos de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) para lésbicas, tal como o faz com heterosexuais, de tal forma que estes fatos não promovem igualdade e dignidade preestabelecidas por lei, gerando entre o coletivo a sensação de não pertencimento. Logo é inquestionável que a problemática é inconstitucional.

Conforme Rousseau, o homem é o produto do meio, isto é, a sociedade influencia os indivíduos em todos os aspectos, tal qual o cidadão brasileiro não está isento, e por sua vez, não é autônomo para formular uma linha ideológica, assim sendo contaminado por idéias odiosas como o racismo e a misoginia que estão difundidas na civilização. Todavia o ódio é um sentimento sistematizado, já que é transmitido por instrução cultural proveniente dos grupos dominantes, e é destinado ao que está em desvantagem, seja, por exemplo o coletivo negro ou feminino. Além disso, esse agravante produz o que denominamos como preconceito, e provoca a exclusão social e política, ferindo os direitos humanos, isso ocorre pela ausência de políticas públicas de conscientização e de punição. Em resumo a população é induzida a submeter-se ao que é adjacente e a repudiar o que é tangente aos seus conceitos, gerando depreciamento e contribuindo para a desigualdade.

Diante da problemática apresentada, as escolas devem elaborar campanhas de conscientização, com intuito de informar sobre os direitos fundamentais e também propagar o espírito de fraternidade e tolerância proposto pelos direitos humanos, essa ação deve ser voltada para a formação do pensamento crítico. De tal forma que, o jovem tenha capacidade de respeitar as adversidades.