Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 23/09/2019
No desenho animado “As meninas superpoderosas”, Sílico, por meio do site “Balde de boatos” dissemina mentiras, assolando Tonwsville com o caos. Não obstante, ao analisar-se a questão do discurso de ódio nas redes sociais, nota-se que a problemática se encontra além da ficção, uma vez que casos de ódio na internet se encontram ascendentes na sociedade. Nesse contexto, há fatores que não podem ser negligenciados, tais como: a bolha social e as “Fake News” como agentes impulsionadores da situação.
Em primeira análise, cabe pontuar como o indivíduo restrito a apenas um grupo de opinião corrobora para o imbróglio. Em o “Mito da caverna” de Platão, os indivíduos são levados a acreditar em um único ponto de vista, replicando tal comportamento. Consoante ao exposto, o indivíduo membro de uma bolha social, fica inerte a reflexões, disseminando ódio e mentiras nas redes sociais. Dessa forma, é tácito como a falta de uma educação digital tem gerado problemas não só nas redes como também no âmbito social.
Outrossim, vale ressaltar de que modo notícias falsas se tornaram mais um agente. Segundo o governo indiano, foram constatadas 2 mortes no ano de 2018 após boatos circularem as redes sociais insultando o ódio contra as vítimas. Tal fato deixa claro como fatal e alienador o discurso de ódio na internet pode ser. Dessa maneira, é possível reafirmar o pensamento aristotélico, que o homem quando guiado pela ética é o melhor dos animais, quando sem ela é o pior deles.
Portanto, medidas são necessárias para cessar o impasse. Dessarte, o Ministério da Educação implementar na grade escolar a matéria de educação digital, sendo ela aberta ao público, para que assim a população aprenda a se comportar melhor na internet, respeitando o espaço do outro. Ademais, a Sociedade vem como pilar principal nessa luta, tendo como base o respeito ao próximo. Sendo assim, as redes sociais se tornariam um lugar menos tóxico.