Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 26/09/2019
No ano de 1948,foi proclamada a declaração universal dos direitos humanos,que garante a todo indivíduo o direito a dignidade e ao bem-estar social.Todavia,os discursos intolerantes recheados de palavras de ódio propagadas através de mídias sociais,fazem com que as pessoas a quem são endereçadas tais discursos,não tenham sua dignidade garantida.Com este panorama,cabe ser avaliado os principais fatores que abastecem essa problemática.
A princípio,a educação é um fator fundamental para o crescimento das pessoas,e também de um país.Com isso,seria prudente acreditar que o Brasil,entre as 10 maiores potências econômicas do mundo,tivesse um sistema público de ensino eficiente.No entanto,a realidade é o contrário,e um dos frutos dessa má educação é justamente a intolerância com tais discursos que visem propagar o ódio nas redes sociais.Segundo o site “comunica que muda”,as maiores menções intolerantes são voltadas para o cunho político,e também o racial,no qual é possível notar o quanto de descontrole e incompreensão existe entre brasileiros,principalmente no âmbito voltado para o respeito das diferenças e na compreensão de opiniões contrárias.
De acordo com o sociólogo alemão Dahrendorf,em seu livro “a lei e a ordem”,a anomia é uma condição social que ocorre quando as normas reguladoras do comportamento dos indivíduos perdem sua validez.Além do mais,um dos sintomas listados para essa condição,é justamente a falta de punição de pequenas infrações,como esta de crimes de intolerância na internet.Isso faz com que a pessoa que propaga ódio na internet creia que nada vai acontecer se o mesmo cometer estas infrações,dando a sentir uma sensação de impunidade,e uma certa sensação também de liberdade para a propagação de suas ideias,que consequentemente aumentará o número de casos desse tipo.
Portanto,é possível concluir que um dos fatores que contribuem para a disseminação de intolerância e crimes de ódio são as pessoas com descontroles e incompreensões de visões contrárias as dele,além da sensação de impunidade.Dessa forma,o ministério da mulher,da família e dos direitos humanos deve investir na prevenção,criando campanhas de conscientização nas escolas,da mesma forma que aumentar a fiscalização nas mídias sociais e aplicando multas altas para quem cometer tais crimes,para assim haver mais respeito entre as pessoas,e viver em uma sociedade harmoniosa.