Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 03/10/2019
Em 1969, surgia nos Estados Unidos a “Arpanet”, o que atualmente nós conheceríamos como internet, dando início a uma nova era na comunicação mundial, trazendo consigo muitas vantagens e facilidades, um exemplo disto foi o inserimento das redes sociais neste cenário. As redes sociais foram criadas com o intuito de promover uma interação saudável entre as pessoas, porém, tornou-se cada vez mais um ambiente hostil e perigoso para alguns usuários, pelo fato de ser usada erroneamente para espalhar ódio, intolerância, entre outros.
Sendo assim, muitas pessoas sentem-se de certa forma “seguras” e confiantes expondo suas opiniões na internet pelo fato de poderem optar pelo anonimato, fazendo com que haja uma sensação de falsa coragem para disseminar ideias que na vida real elas não disseminariam. Desta forma, há um grande número de indivíduos que usa as redes sociais para ofender e atingir outras pessoas, ou até mesmo, grupos sociais.
Além disso, vêm crescendo cada vez mais a criação de comunidades de ódio contra determinado grupo social, o que caracteriza o chamado “crime cibernético”. Segundo dados da ONG Safernet, houve um aumento de 200%, entre 2010 e 2013, no número de denúncias em redes sociais contra grupos racistas, misóginos, machistas, entre outros, que disseminam ódio contra estas minorias.
Portanto, medidas são necessárias para resolver este impasse. Desta forma, o Ministério da Justiça deve criar uma lei em que as pessoas serão proibidas de não expor sua identidade verdadeira ao criar uma rede social e, além disso, a aplicação de multas monetárias aos indivíduos que disseminem ódio nas redes.