Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 28/10/2019
A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 5º, garante a isonomia como direito fundamental, o que significa a igualdade de todos perante a lei. Contudo, isso não tem sido o suficiente para impedir manifestações de intolerância e discursos de ódio direcionados principalmente às minorias. Essa violência recentemente ganhou uma nova forma de atuação, que é por meio das redes sociais, devido à popularização da internet. Assim, é necessário analisar as causas e as consequências dessa discriminação no ambiente virtual.
Em primeira análise, algumas formas de agressão às minorias premeiam a sociedade de forma pouco percebida. A sociológa judia Hannah Arendt dizia em sua obra sobre a banalidade do mal, o qual muitas vezes é praticado por pessoas comuns que têm dificuldade de conviver com o diferente. Assim, indivíduos ou grupos com diferente religião, gênero, ideologia política, orientação sexual ou cor de pele podem se tornar vítimas.
Em segunda análise, as pessoas, a quem são direcionadas essas manifestações, podem ter redução da autoesmima e ter piora do desempenho escolar ou no trabalho. Isso poderá afetar a vítima tanto que culmina em suicídio, uma vez que este aumentou no Brasil, em 2016, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e tem como uma de suas causas a rejeição que a pessoa sofre da sociedade.
Portanto, é necessário coibir esse tipo de violência. Para isso, com o objetivo de promover o altruísmo, termo criado pelo filósofo Auguste Comte e que é o antônimo de egoísmo, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve inserir nas escolas o estímulo à convivência pacífica entre os diferente. Uma forma de fazê-lo é com dinâmicas de interação entre os alunos que ensinem que cada pessoa tem seu próprio modo de viver e de pensar. Assim, esses crescerão em convívio com o diferente e se tornarão adultos mais tolerantes.