Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 03/10/2019
Com o advento da internet, a humanidade evoluiu em diversos aspectos. O avanço tecnológico foi imenso e proporcionou um mundo inteiramente globalizado e capaz de se conectar, ultrapassando fronteiras, distância e tempo. Em contrapartida, como todo o fenômeno que movimenta massas populares, deu a oportunidade de crescimento a grupos intolerantes e de pessoas com discursos de ódio que por muito tempo sentiram-se reprimidas. Dissemina-se com facilidade, ideais racistas, xenófobos e homofóbicos. Isso se dá ao fato de a internet, por meio das redes sociais, dar chance a pessoas se esconderem através de uma tela de computador ou celular, dando a sensação de impunidade e encorajando o ódio reprimido.
Em primeiro aspecto, tem de ser ressaltada a importância da democracia nesse aspecto. Em um Estado democrático como o Brasil, todas as opiniões tem voz e é fundamental que todos tenham representação. Entretanto, nas redes sociais há um exagero por parte das pessoas, e quando essa opinião fere o direito, a liberdade ou a integridade do próximo, precisam ter consequências.
Nas redes sociais, as opiniões são muito potencializadas com ameaças e pela facilidade de chegar até o alvo, além de que tem pessoas que criam perfis falsos para ter mais segurança ainda em relação a impunidade. Um exemplo dessa disseminação do ódio nas redes, são os torcedores de futebol, principalmente as torcidas organizadas, que por meio de grupos por exemplo em redes como o Facebook, marcam brigas e encontros para agredir torcedores de times rivais, citando o caso que aconteceu em 2018 onde um torcedor do Palmeiras apanhou até a morte de torcedores do Corinthians no metrô em São Paulo, infelizmente sendo uma realidade comum em muitas partes do Brasil em que a rede social dá essa possibilidade, facilitando o acesso e otimizando o trabalho desses grupos. É possível citar também o grupo terrorista Estado Islâmico, que recruta seus agentes para cometer atentados como os na França em 2017, além de usar a internet como principal meio divulgador das suas atrocidades e fazendo uma propaganda.
Diante do exposto, conclui-se que é necessário dar voz a todas as opiniões, mesmo as intolerantes, para que sejam interpretadas e julgadas de forma devida, além de expostas. Portanto, é proposto que o poder judiciário tenha punições mais duras para quem ameaça e espalha ódio na internet, multando, ou até em casos graves abrindo processos criminais contra essas ameaças fortes. Além disso, que seja ensinado nas escolas, pelos professores, uma forma totalmente diferente de propagar opiniões pela internet, com formas mais inteligentes de debater opiniões, sem estimular o ódio, afim de gerar aceitação e mais compaixão nas futuras gerações ao ser ativo nas redes sociais.