Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 03/10/2019

Durante a Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler fez diversos discursos de ódio contra judeus, portanto, seu poder político juntamente a este sentimento contra tal povo, causou consequências gigantescas e imensuráveis. As marcas deixadas são retratadas em vários livros e salas de aula, a fim de evitar que algo semelhante se repita. Visto que, é um ato tão repugnante nos dias de hoje.

Primeiramente, isso não é o suficiente para barrar tal ira, principalmente na internet, lugar cujo diversas pessoas se organizam e promovem palavras de ódio contra minorias. Por exemplo, em 2017, nos Estados Unidos, ocorreram diversos protestos contra negros, gays, imigrantes e judeus. Centenas de homens e mulheres saíram as ruas carregando tochas e gritando palavras de ordem contra tais grupos sociais.

Ademais, as redes sociais na maioria dos casos, impulsiona o ódio por meio de comunidades, páginas fechadas e chats de bate-papo, isso porque pessoas de diversos lugares do mundo compartilham e trocam ideias que lhes convém, com apenas uma visão sobre o sentimento de ira que sentem, sem pensar na diversidade cultural, com uma ignorância intelectual, assim pode-se citar  o filósofo Sócrates que diz: “Só sei que nada sei”, essa famosa frase apresenta a humildade intelectual, demonstrando que ninguém é detentor de todo conhecimento e verdade. Um reflexo dos fóruns citados, é o ocorrido a Nova Zelândia em março de 2019, o qual um homem que participava de fóruns que disseminavam o ódio sobre determinados povos, mais especificamente os muçulmanos, entrou em uma mesquita e matou dezenas de homens e mulheres. Isso fere a segurança pública, um direito de todos.

Considerando os fatos apresentados nos parágrafos anteriores, cabe ao Estado juntamente ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), criarem órgãos especializados que monitorem virtualmente declarações de ódio e intolerância, além disso o Ministério da Justiça deve tornar as penas a respeito de crimes cibernéticos mais severas, com uma sentença entre 10 e 30 anos de prisão, inafiançável e ao entrarem nas penitenciárias, recebam apoio educacional, com aulas didáticas para promover a educação sobre os assuntos citados. Além do mais, neste mesmo período é de extrema importância que haja acompanhamento psicológico, para que o autor dos crimes não repita tal ato. E também, o MEC deve criar debates nas escolas, dentro das disciplinas de Sociologia e Filosofia, para que os alunos entendam outras visões de mundo.