Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 03/10/2019
A intolerância é definida, segundo o site do G1, como “um comportamento de repulsa, repugnância e ódio por determinada coisa que lhe seja diferente”, sendo baseada em preconceito sobre algo, ou alguém. Um pré conceito, julgar certa situação com o pensamento já formado a respeito, não estando apto ao debate ou possível mudança de ideia. O preconceito foi potencializado graças ao auxilio das redes sociais, onde as pessoas podem expor qualquer tipo de opinião preconceituosa e sair impunes. Além do mais, nas redes sociais os usuários sentem-se mais libertos de julgamentos sobre suas opiniões e encontram pessoas que pensam do mesmo jeito preconceituoso.
Primeiramente, é importante destacar que o preconceito sempre existiu, como na Segunda Guerra Mundial, cuja Adolf Hitler comandou o assassinato de 6 milhões de pessoas (G1), sendo que os meios de propagação do preconceito não eram tão eficientes quanto podem ser através das redes sociais. Antigamente o preconceito era alocado em determinado espaço físico, atualmente, graças a internet e as redes sociais, esta barreira foi quebrada e pessoas preconceituosas podem se juntar de todos locais do mundo.
Ademais, quando o usuário esta por trás de sua rede social, ele se sente protegido para espalhar todo tipo de preconceito, pois ele não está diretamente em contato com a vítima. Devido a isto, campanhas de ódio ganham muito apoio nas redes, assim foi feito nas eleições presidenciais de 2018, nas quais os apoiadores de Jair Bolsonaro iniciaram campanhas de ódio imensas, com a utilização de inteligência artificial, computadores programados para usarem as redes sociais como se fossem pessoas reais, sendo possível apenas pela existência da tecnologia.
Portanto é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a punição correta daqueles que espalham o preconceito através de redes sociais, urge que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), crie, por meio de verbas governamentais, leis mais rígidas para crimes cibernéticos. Além disto, é imprescindível que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), receba maior parte dos recursos governamentais, para, desta forma realizar um melhor trabalho na educação da população.