Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 03/10/2019

As redes sociais se tornaram o ápice do mundo virtual por possibilitarem a interligação de pessoas de todos os lugares do mundo, buscando de forma facilitada, a interação social entre os indivíduos. No entanto, tratando-se de um espaço amplamente diversificado e plúrimo, surge a divergência entre as pessoas que ali se encontram e, que por óbvio, não compartilham exatamente dos mesmos ideais, gerando os conflitos sociais nas redes.

Para o filósofo Michel Foucault, o discurso não possui formação imediata ou instantânea sobre a manifestação de ideologias, valores, princípios ou conceitos formulados pelo homem, haja vista que, o desenvolvimento do discurso, ocorre geralmente devido os procedimentos históricos que o antecedem e que, após, permitem-se chegar à conclusão deste, conseguindo o pensamento do filósofo francês, Jean-Jacques Rosseau, em que: “O homem é produto do meio em que vive, da sociedade e da educação”, completa a ideia do pensador Foucault.

O discurso de ódio, ultrapassa os limites do bom senso, tendo em vista que tem como finalidade promover a violência, a discriminação ou o preconceito em detrimento de um grupo ou classe de pessoas em razão das características inerentes do ser humano. Podemos observar que, as redes sociais, tornaram-se um ambiente precedido pela ignorância e propício ao discurso de ódio, além disto, nada inclusivo as minorias sociais, sendo assim, um verdadeiro caos contemporâneo. No mais, tendo em vista as facilidades que a tecnologia proporciona através da internet, bem como pelo desenvolvimento econômico e políticas de inclusão social, possibilitou que a tecnologia chegasse a grande parte da população.

Sendo assim, uma forma eficiente para combater o discurso de ódio e a intolerância, apenas a inclusão digital (incluindo a capacitação para o uso responsável da internet) e a difusão de uma cultura do respeito e da tolerância, bem como eventualmente a criação de algo como um código de ética, poderá ter resultados mais efetivos e duradouros, englobados e executados pelo governo brasileiro, na área dos Direitos Humanos. Até mesmo a criação de um canal online para denúncias, afim de proteger as vítimas de agressões psicológicas e, possivelmente, físicas.