Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 21/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritos inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a internet virou objeto de disseminação de intolerância e discursos de ódio, os quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto da falta de punição, ocasionado pela dificuldade de identificação dos usuários da web. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a intolerância e os discursos de ódio nas redes sociais derivam da falta de atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades no que se diz respeito a punir esse tipo de ato, conforme dados da Organização não Governamental Safernet, entre 2010 e 2013, aumentou em mais de 200% o número de denúncias contra páginas que divulgam conteúdos racistas, homofóbicos, xenofóbicos, entre outras formas de descriminação. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de foram urgente.

Outrossim, é imperativo ressaltar que o anonimato na internet é o promotor do problema. Partindo desse pressuposto, por exemplo, os smartphones proporcionam facilidade para acessar redes sociais e um certo isolamento do usuário. Assim, as pessoas ficam a vontade para dirigir ofensas aos outros indivíduos, pois imaginam que não serão identificados. Todavia, com algumas investigações é possível localizar as pessoas que expressam suas opiniões de forma ofensiva na rede. Portanto, para acabar com a perpetuação desse quadro deletério, é necessário que as pessoas denunciem esses casos, além disso, é preciso um maior investimento para identificar os anônimos e puni-los.

Destarte, urgem esforços do Estado para reverter a situação. Com intuito de mitigar a intolerância e os discursos de ódio na web, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Justiça, será revertido em campanhas que incentivem a acusação dos crimes, por meio da própria rede e outdoors. Ademais, o dinheiro será usado para rastreamento dos criminosos ocultos na internet, por meio da contratação de profissionais, os quias poderão se inscrever para as vagas de emprego via internet. Com isso, atenuar-se-ão os atos intolerantes e os discursos de ódio, assim a coletividade alcançará a Utopia de More