Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 10/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a internet virou objeto de  disseminação de intolerância e discursos de ódio, o qual gera dificuldade na concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de punição, quanto do anonimato nas redes sociais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a intolerância e os discursos de ódio nas redes sociais derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades em punir os indivíduos que cometem esses atos intolerantes, eles sentem-se livres para cometer isso rotineiramente. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Em segunda análise, é imperativo ressaltar que o anonimato das redes sociais é o promotor do problema. Partindo desse pressuposto, por exemplo, os smartphones proporcionam facilidade para acessar redes sociais e um certo isolamento do usuário. Assim, as pessoas ficam mais a vontade para dirigir ofensas aos outros indivíduos. Portanto, para acabar com essa prática é necessário uma punição, pois intolerância é crime. No entanto, de acordo com Pitágoras, é possível conter a perpetuação desse quadro deletério sem castigar os homens, basta educar as crianças.

Destarte, urge esforços do governo para reverter a situação. Com a finalidade de mitigar a intolerância e os discursos de ódio nas redes sociais, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Justiça e Segurança Pública será revertido em aulas sobre igualdade social as crianças, a serem realizadas em grupo através de brincadeiras que repudiem a intolerância e incentive elas a conviver harmoniosamente com seus semelhantes. Ademais, cabe ao mesmo órgão criar leis mais severas e após a identificação das pessoas que fazem discursos de ódio na rede aplicá-las. Dessarte, atenuar-se-á a médio e longo prazo, o impacto nocivo da falta de punição e anonimato na web, e a coletividade alcançará a Utopia de More.