Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 28/10/2019
A Constituição Federal de 1988 garante a todo cidadão o direito de liberdade de expressão, podendo manifestar sua opinião de forma livre desde que não agrida a outro. No entanto, no Brasil, muitos indivíduos utilizam esse direito de forma incorreta, já que muitas vezes se expressam por meio de discursos intolerantes contra minorias, principalmente nas redes sociais.
Primeiramente, devemos considerar que as plataformas digitais propiciam os discursos de ódio. Segundo o projeto “Comunica que Muda” da agência nova/sb, 84% das mensagens e textos divulgados nas principais redes sociais sobre temas como política, racismo e homofobia possuem exposição de discriminação. Esses dados evidenciam que o advento da internet possibilita novos meios para difundir pensamentos intolerantes.
Como consequência, preconceitos enraizados seguem perpetuando por conta do discurso de ódio, que em sua maioria são voltados contra mulheres, homossexuais e afrodescendentes. De acordo com Émile Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e pensar. Assim se grupo possui comportamento preconceituoso, tende a passar esses pensamentos para as próximas gerações, dando continuidade para essa onda de ódio.
Dado o exposto, medidas são necessárias para mudar essa realidade. Para que isso ocorra, o Ministério da Justiça deve disponibilizar um site na internet, para que as vítimas possam denunciar o preconceito sofrido, e assim estimular o registro de ocorrências, e autoridades aplicarem punições aos disseminadores. Ademais, o Ministério da Educação deve incluir no plano didático um material que reforce os limites da liberdade de expressão,para que as próximas gerações não repitam esse ato. Só assim poderemos mudar essa realidade.