Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 08/04/2020
Opinião ou desrespeito?
A internet, em especial com as redes sociais, proporcionam a aproximação entre as pessoas, porém vêm sendo usadas como canal de propagação de violência. Ainda que não sejam os únicos, a dificuldade em reconhecer o autor (em casos de perfis fakes), o aumento do narcisismo e a facilidade de crescimento de notícias são os principais fatores que, além de auxiliarem para com expansão do ódio, intervém a diminuição desse quadro preocupante.
É utópico supor que os bloqueios dos discursos de ódio possam ser superados sem um combate efetivo da dificuldade de reconhecer o autor não se identificar corretamente, assim, são disseminadas várias ofensas e expressões de fúria. Nesse sentido, um espaço que deveria preferência a diversidade e a interação de novas ideias, torna-se um local de fuga para injúria, calúnia e difamação, ou até mesmo a discursos que fazem apologia ao machismo, racismo, homofobia, intolerância religiosa e entre outros.
Isso, associado ao aumento da cultura do narcisismo, visto que as redes sociais podem refletir verdadeiramente como os indivíduos se sentem, reforçando ainda mais a imagem de como querem que o mundo os vejam, buscam apenas visões que reforcem seus posicionamentos, na justificativa de que apenas estão exercendo seus direitos de opinar. Entretanto, até que ponto vai essa liberdade de expressão?
Bom, a liberdade de expressão é um fator muito fundamental para a existência da democracia e de uma sociedade, junto aos direitos do cidadão, protegidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, ressaltam que para um uso correto e respeitoso, a liberdade de expressão acontece caso o conceito de opressão seja inexistente. Pois somente assim, é cabível a proposta de opinar sobre certo assunto, motivando inclusão para o diálogo, e não para exclusão parcial.
Conclui-se, portanto, que o Estado, em conjunto ao ministério da educação e as ONGs, efetuem a criação de projetos, palestras e propagandas governamentais, que propõe a conscientização da população para evitar a propagação de intolerância e de discursos de ódio. Dando relevância assim, ao aumento da fiscalização (por meio de denúncias) e da responsabilidade diante do posicionamento de cada usuário na internet.