Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 03/04/2020
Cadeia tecnológica
As redes sociais proporcionam a aproximação entre pessoas de diferentes estilos, gostos, etnias, raças, ideologias, religiões, entre outras diversas características. No entanto, ao gerar essa aproximação, as redes sociais apresentam falhas, onde pessoas que disseminam ódio e insultos não sentem receio das punições.
A criação de redes sociais, plataformas de criação de vídeos, aplicativos para formação de relacionamentos amorosos e entre amigos, exposição de fotos familiares e principalmente, a liberdade de expressar suas opiniões livremente, vem gerando uma diversidade de pensamentos. Nitidamente, consta-se uma “aldeia global”, termo criado pelo filósofo Herbert Marshall e está associado a sensação de aproximação do seres humanos através da tecnologia, onde as pessoas não levam mais o tempo que levavam anteriormente para se comunicar.
Diante de diversas vantagens que a tecnologia proporcionou ao ser humano, nota-se o aumento de discursos ao ódio e intolerância sem o receio de punições. Esse ocorrido é justificado pelo acesso anônimo dos usuários que podem se cadastrar em diversas plataformas sem necessitar de nenhuma informação pessoal. Com esse anonimato, cerca de 39,4 mil páginas da internet receberam acusações de violação dos direitos humanos, 66% dos jovens brasileiros, entrevistados, já presenciaram situação de agressão nas redes sociais e 24% já sofreram essas agressões.
Há relatos de pessoas entre diversas faixas etárias que foram diagnosticas com depressão após insultos e violências sofrias virtualmente. O aperfeiçoamento das caixas de denúncias nos aplicativos, realizadas pelos próprios criadores, auxiliariam na queda desses tipos de discursos, visto que, em grande maioria, essas áreas nos aplicativos são realizadas de forma mecânica, muitas vezes demorando semanas para serem “resolvidas”, então, a capacitação para uso responsável na internet e difusão da tolerância e respeito, realizadas nos colégios com o auxílio do Ministério da Educação, visto o aumento de usuários de internet, são meditas mais eficientes e duradouras.