Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 29/04/2020
De acordo com a Constituição Federal de 1988, “A liberdade de expressão é um direito ligado a natureza humana na forma de se relacionar com a sociedade, desde que essa não fira a intimidade, privacidade e a imagem de outra pessoa. Dessa forma, mesmo após avanços constitucionais, há um déficit na sociedade capaz de expandir a questão da intolerância e promover o discurso de ódio por meio nas redes sociais. Logo, urgem medidas para resolver o problema, que além de ser um problema histórico, reflete nos dias atuais retirando dos indivíduos o direito de bem estar.
Nesse contexto, a intolerância e as expressões ofensivas contra determinados grupos não são problemas atuais. Dessa forma, o movimento fascista ocorrido na Alemanha no século XXI, tinha o pensamento de que os judeus, negros e homossexuais, eram uma ameaça para a raça ariana. considerada “pura” e superior. Ademais, mesmo após um século do acontecimento, esse cenário é repetido na sociedade contemporânea - mulheres, transexuais, lésbicas, mulçumanos e outros, são eventualmente vítimas da intolerância nos meios sociais, alcançando um número ainda maior de pessoas. No jornal G1 globo.com, divulgou que os casos de denúncias nessas redes virtuais cresceram quase 50 % no ano de 2019.
Ademais, o sociólogo Pierre Bordieu aborda essa questão do discurso de ódio por meio da violência simbólica. Segundo o autor, as formas pejorativas de se referir a uma pessoa podem ser caracterizadas como uma agressão, como por exemplo chama uma mulher transexual de “traveco” ou um indivíduo soropositivo de “aidético”. Nesse sentido, é notório que as formas de agressão também estão empregadas no sentido da fala.
Portanto amenizar o problema, é necessário que o Governo - de acordo a Constituição Federal de 1988, responsável em garantir os direitos dos cidadãos - em parceria com a mídia, invistam por meio de verbas em campanhas na internet contra o discurso de ódio e formas para combate-lo, com o intuito de promover direitos básicos e bem estar para os todos.