Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 04/06/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos completará 72 anos neste ano, ela estabelece no artigo 3 que todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Entretanto, o direito à liberdade está sendo ultrapassada, visto que a intolerância e o discurso de ódio nas redes sociais vem aumentando e causam não só a discriminação, mas também a união de pessoas que colaboram para esse problema. Nesse sentido, é preciso analisar o porquê esses fatores acarretam nessa problemática.

De início, é lícito observar que a discriminação vem aumentando com o passar dos anos. Isso pode ser comprovado por meio dos dados divulgados pela ONG Safemet, que entre 2010 e 2013 aumentou em mais de 200% o número de denúncias contra o discurso de ódio sobre as minorias. Além disso, alguns cidadãos mostram-se contra as diferenças alheias expõem suas opiniões de formas agressivas, ferem os direitos humanos e acreditam estar apenas exercendo seu direito de liberdade.

Como se não bastasse, destaca-se a união de pessoas com os mesmos pensamentos discriminatórios. Evidencia-se esse fenômeno em uma pesquisa realizada pela revista PNAS, mostrando que os usuários tendem a se unir em comunidades de seu interesse, deixando todo o resto de lado. Sendo assim, as pessoas não estão buscando conhecimento, vão atrás de ponto de vistas que reforçam suas opiniões, fazendo com que fiquem dentro de uma bolha, impossibilitando possíveis desconstruções.

Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas para resolver a intolerância e o discurso de ódio nas redes sociais. Segundo o filósofo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Diante disso, cabe ao MEC incluir em seu cronograma atividades que levem informações para os estudantes, como forma de entender que ninguém tem o direito de sair fazendo discursos de ódio nas plataformas digitais, por meio de palestras e debates, a fim de diminuir esses acontecimentos e ensinar os alunos sobre empatia. Dessa forma, talvez, será possível reduzir a quantidade de casos sobre essa problemática no país.