Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 08/05/2020

A biologia define o vírus como “um parasita intracelular que só consegue dispor de manifestações vitais no interior de uma célula hospedeira.” Em vista disso, percebe-se que o discurso de ódio nas redes sociais tem se propagado como um vírus, que contamina e prejudica a vida de milhares de usuários. Diante desse cenário, cabe avaliar os fatores que favorecem essa problemática.

Nesse contexto, segundo o filósofo Frederick Angel, “o ser humano é influenciado pelo tempo e horizonte em que ele vive.” Nesse âmbito, nota-se que a internet tem influenciado de forma negativa e contribuído com a propagação do discurso de ódio. A exemplo, consoante pesquisa realizada pela Organização não Governamental Soffer Net Brasil foram observadas em redes sociais como: “Facebook” e “Twuitter” em média 393 mil menções de discursos racistas e homofóbicos. Dessa forma, faz-se urgente a formulação de uma ação para combater essa conduta.

Outrossim, o Brasil têm um contexto histórico em que a liberdade de expressão foi suprimida por muito tempo, contudo o que se vê hoje é o predomínio do discurso de ódio sendo usado como forma de liberdade de expressão. Além disso, no decorrer da história o país foi marcado pela Ditadura Militar da qual o direito de expressão era censurado, no entanto após conquistado o direito de fala perdeu-se os limites do que se pode ser dito. Logo, tal comportamento contribui com a proliferação desse mal.               Portanto, medidas são crucias para superar essa realidade.  Em primeiro plano, o Estado em parceria com a Agencia Nacional de telecomunicações deve regularizar e fiscalizar a internet, com a finalidade de punir aqueles usuários que se apropriam da internet usando as redes sociais para promover ataques e discurso de ódio contra as minorias. Uma mudança é necessária, posteriormente, é preciso um início para combater o vírus do ódio.