Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 16/05/2020

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos- promulgada em 1948 pela ONU, Organização das Nações Unidas- é direito de todos os cidadãos, sem qualquer distinção, ser respeitado. Entretanto, o cenário visto pela perseguição às minorias nas redes sociais, impede que isso aconteça na prática, devido não só a continuação do etnocentrismo, como também ao ideal distorcido da liberdade de expressão. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para reverter essa problemática.

Em primeiro plano, vale ressaltar que teorias etnocêntricas sempre estiveram presente na construção do Brasil. Por conseguinte, com os avanços tecnológicos esses pensamentos ganharam espaço. Conforme dados do O Globo, cerca de 90% das publicações, nos principais veículos de comunicação, abordam de forma negativa mulheres, negros e os homossexuais. Logo, é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada com o fito de alcançar a isonomia esperado pela sociedade.

Outrossim, analisa-se que a situação é corroborada pela camuflagem do discurso de ódio, tendo em vista que ele é uma forma reacionária anti-moderna para permanência das desigualdades sociais. Nessa lógica, segundo Freud, “indivíduos tendem a suprimir o próprio ego e agir de acordo com o meio, oprimindo as diferenças¨. Portanto, é fundamental uma reforma nas atitudes dos civis para que, assim, o fim da intolerância ao menos favorecidos deixe de ser uma utopia.

Destartes, é necessário que o Estado tome providências a fim de amenizar o problema. Sendo assim, o Ministério da mulher, da família e dos Direitos Humanos, responsável por assegurar os direitos da população, por meio de campanhas publicitárias deve mostrar os malefícios das perseguições aos marginalizados. Nesse sentido, o intuito da proposta é diminuir este tipo de comportamento.