Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 03/06/2020
Certamente, ao nos depararmos com uma rede tão vasta e aberta, pensamos que aquele local é grande demais para se terem regras, ou, por outro lado, é uma extensão do mundo real onde tudo é liberado. Mas pelo contrário, as redes sociais são públicas e fazem parte da sociedade atual. Apesar de existir a liberdade de expressão, isso não dá o direito de ofender ou diminuir outras pessoas a ninguém, pois ainda é um crime. De mesma forma, não é o fato de alguém estar atrás de uma tela que permite tais atos e com total segurança, pois pode ser facilmente identificado e condenado por seus crimes.
De fato, na sociedade em que vivemos existe a liberdade de pensamento e expressão. Porém, comparar a finalidade da Constituição de permitir todo e qualquer cidadão de se expressar e discutir suas ideias com a discriminação em massa e discursos de ódio presentes nas redes sociais não é certo. Uma vez que a intolerância compartilhada afeta o psicológico e a moral das vítimas, ela não pode ser considerada correta, pois, além de tudo, é um ataque direcionado, seja para uma pessoa específica ou para um amplo grupo.
Do mesmo modo, a sociedade em que vivemos possui leis, as quais são válidas independentemente da localização, até mesmo nas redes sociais. Dessa forma, xingar, ofender ou até mesmo caluniar nas redes sociais pode e é considerado crime. Logo, mesmo que pensem estarem livres na internet para comentar aquilo que desejarem, a lei define que não, que em qualquer caso a vítima deve guardar as provas e ir até a delegacia, para que dessa forma, aquele que foi intolerante nas redes sociais pague por seus crimes.
Nesse contexto, em que as redes sociais estão cheias de intolerância e discriminação, a visão do presente não é boa. Porém, é possível ter uma visão de um futuro melhor. Portanto, o Ministério da Educação, juntamente de todas as escolas do Brasil, deveria ensinar às crianças sobre respeito e convivência, através de palestras e aulas sobre o assunto, para que aprendam desde cedo a igualdade de todos. Dessa maneira, o futuro pode ser melhor e com mais respeito, tanto na vida real quanto em suas extensões.