Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 31/07/2020
Na década de trinta, eclodiu a Segunda Guerra Mundial, a qual foi marcada—dentre outros fatores—pelo Holocausto, tal tragédia consistia em perseguição e extermínio de minorias. Hoje, passadas nove décadas do cenário anteriormente citado, ainda se faz presente na sociedade discursos de ódio contra determinadas parcelas da população. Esse quadro é intensificado pelas redes sociais, tendo em vista a maior exposição nesse âmbito, além do abuso do exercício da liberdade de expressão. Portanto, é importante discorrer sobre o assunto em busca de soluções.
Primeiramente, é fulcral pontuar que, com o advento da tecnologia, há conexão entre todas as partes do mundo. Dessa forma, ao compartilhar algo em uma rede social, não se tem o controle das pessoas que terão acesso, sendo assim, o indivíduo fica mais suscetível a comentários. Esses que muitas vezes vêm em conjunto com o ódio, acarretado, geralmente, pelo estigma social—conceito proposto pelo sociólogo norte-americano Erving Goffman—no qual o indivíduo, ao não cumprir com os padrões idealizados pela sociedade, torna-se inabilitado para aceitação social plena. Sendo assim, nas redes sociais há maior difusão do preconceito.
Em segunda instância, é válido ressaltar que todo ser humano tem o direito de manifestar sua opinião sem medo de ser repreendido. Entretanto, essa capacidade deve ser utilizada com consciência, pois, consoante o escritor norte-americano Stan Lee, grandes poderes exigem grandes responsabilidades. De fato, o abuso do exercício desse direito acarreta danos à igualdade, segurança e vida digna do outro, consequentemente ocasiona problemas para a saúde mental dos envolvidos, por exemplo: depressão. Dessa forma, a população deve estar consciente do limite de sua liberdade nas redes.
Então, medidas são necessárias para gradual desintegração das problemáticas supracitadas. Assim, as redes sociais—mediante exposição de palestras online prestadas por psicólogos, juízes e pessoas que já foram vítimas de cólera no âmbito virtual—deve explicitar a diferença entre expor sua opinião e afetar de forma negativa a vida do outro, com o objetivo de diminuir drasticamente os discursos de ódio. Portanto, gradualmente, as pessoas teriam a responsabilidade mencionada por Stan.