Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 10/09/2020
§Thomas Hobbes, filósofo da Idade Moderna, classificou o homem como lobo (agressor) do próprio homem. Neste sentido, questiona-se a sociabilidade e seu conceito, pois o homem usa de suas ferramentas, físicas ou não, a fim de violentar seu semelhante. Nas redes sociais de um país com o preconceito enraizado e posturas governamentais pouco efetivas, o discurso de ódio e a intolerância tem crescido, chegando até mesmo ao “cancelamento” de pessoas.
§Primeiramente, vale ressaltar que na sociedade atual contemporânea existe ainda a intolerância entranhada. Isso pôde ser identificado em uma notícia feita em 2017 no site OGlobo, no qual Titi Ewbank, uma criança africana adotada, foi vítima de discursos de ódio feitos por uma socialite reconhecida. Dessa maneira, pode-se notar que o ambiente virtual é vulnerável a constar inúmeros comentários racistas, homofóbicos, os quais são inadmissíveis e infere os Direitos Humanos.
§Além disso, observa-se que a falta de administração nas mídias eletrônicas brasileiras favorecem ainda mais a dissipação da violência. Nessa conjuntura, uma pesquisa realizada pelo presidente da Safernet Thiago Tavares, constatou o aumento de 203% das denúncias à ONG em 2014. Em consequência disso, percebe-se a importância da monitoração dos meios comunicáveis, pois o número de páginas as quais propagam o ódio de forma apavorante crescem cada vez mais ao longo dos anos.
§Portanto, medidas são necessárias para impedir a disseminação do ódio nos meios de comunicação social. Logo, cabe ao Ministério da Educação, promover palestras acerca dos limites da liberdade de expressão e a decorrência do uso abusivo deste, no intuito de reduzir a desinformação sobre o agravamento desse problema. É necessário também, apoio do Governo no investimento em ONG’s, convocando profissionais, estes realizarão a apuração de novos casos, com finalidade de solucionar o problema sobre a propagação de agressão nas mídias modernas.