Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 25/09/2020
Desde o seu surgimento, na década de 90, as redes sociais têm se tornado cada vez mais populares entre o público jovem, e adulto. Nela todos podem compartilhar e visualizar fotos, vídeos, pensamentos e opiniões de qualquer lugar do mundo, desde que possua um bom sinal de Wi-Fi. Elas trouxeram diversão e entretenimento, além de um rápido fluxo de informações, porém, quando usadas de forma errada, as redes sociais podem se tornar um lugar extremamente perigoso.
Devido a possibilidade de se manter o anonimato, pessoas mal intencionadas preferem utilizar das redes para espalhar discursos de ódio, opiniões racistas, homofóbicas e xenofóbicas, posicionamentos que consistem em intolerância religiosa, conteúdos sensíveis, dentre muitas outras coisas.
Alguns exemplos a serem citados são: o cyberbullying, que nada mais é do que a prática do bullying na internet, e o Assédio Virtual, que envolve o uso de tecnologias para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos, e hostis praticados por uma pessoa ou um grupo de pessoas, com o objetivo de atingir um indivíduo.
Práticas como essas podem trazer sérios danos às vítimas, como insegurança, medo, e, em casos extremos, até mesmo a morte, como aconteceu este ano com o streamer Byron Bernstein, ‘‘Reckful’’, que tinha apenas 31 anos quando cometeu suicídio após sofrer muitos ataques nas redes sociais.
Portanto, para tornar a internet um lugar mais seguro, qualquer tipo de comentário ofensivo ou conteúdo sensível - como pornografia infantil, calúnia, difamação via web, etc - já pode ser denunciado tanto pelo site SaferNet quanto pelo Disque 100, e, dependendo da sua gravidade, pode ser tratado como Crime Virtual, com consequências jurídicas.