Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 14/10/2020

No filme “Rede de Ódio”, é perceptível a utilização do discurso de ódio como principal meio de obtenção de poder manipulativo, ao abordar a narrativa de um jovem que busca o controle da internet. De maneira análoga, sabe-se que, a disseminação de ódio categorizou-se como um desafio inerente ao século XXI, sobretudo referente a minorias. Isso se deve não somente pela expansão dos meios de comunicação, mas também pela adoção majoritária de preceitos com base no ideal de falsa liberdade.

Em primeira análise, segundo dados de um levantamento feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 2019, cerca de 4,1 bilhões de pessoas possuem acesso deliberado a internet. Em contrapartida, de acordo com a ONG SaferNet, já foram registrados mais de 60 mil casos envolvendo páginas de conteúdo odioso. Nesse sentido, compreende-se que tal fato configure um cenário caótico para a sociedade em geral, tendo em vista que, além de evidenciar a tendência exponencial de propagação da intolerância, também reafirma o preceito citado pela filósofa Hannah Arendt, no qual o ódio é categorizado como inerente ao ser.

Segundamente, é valido ressaltar a adoção majoritária de preceitos com base no ideal de falsa liberdade como agravante do problema. Segundo o filósofo Herbert Spencer, “A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro”. Diante de tal afirmação, evidencia-se que, a ocorrência da disseminação de ódio, em grande parte, utiliza como subterfúgio conceitos deturpados da expressão livre.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias. Deve-se então, por meio de uma campanha publicitária elaborada pela ONU e ministrada em redes sociais como: “Instagram” e “Facebook”, garantir o fim do discurso ódio, a fim de preservar o uso livre da liberdade de expressão devidamente aplicada e um ambiente digital seguro. Espera-se que, com tal medida, situações similares a presenciadas no filme “Rede de Ódio” sejam evitadas.