Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 24/11/2020
A criação da internet ocorreu em 1969 e seu objetivo inicial era interligar pesquisas de diferentes laboratórios. Seu uso passou a ser maior por volta dos anos 2000, quando houve a criação das primeiras redes sociais, que passaram a tornar mais rápida e eficaz a comunicação. Entretanto, no cenário contemporâneo, cada vez mais pessoas aproveitam do anonimato para expressarem sua ignorância e mesmo aqueles não-anônimos também destilam palavras de ódio sabendo das poucas punições. Assim, esse meio de interligar todo uma sociedade, e ajudar em seu dia a dia, também é usado para pregar discursos de ódio.
Em primeiro lugar, as redes sociais permitem o anonimato e isso colabora para o surgimento de discursos intolerantes. De acordo com filósofo Nicolau Maquiavel, homens ofendem por medo ou por ódio. Nesse cenário, é muito mais simples propagar intolerância e ódio por trás das telas de um computador ou celular. Já que, sabendo que ninguém pode lhes devolver seu ódio ou puni-los, usuários das mídias sociais buscam os mecanismo de anonimato. Assim, com milhares de indivíduos irreconhecíveis e intolerantes, os discursos odiosos tornam-se cada vez mais comuns.
Ademais, as mídias sociais aplicam pouco ou até mesmo nenhum tipo de punição contra alguém que é sinalizado por outros usuários. Ao ser denunciado, o indivíduo recebe uma notificação alertando que aquilo que havia postando feriu alguma diretriz e foi excluído, e na melhor das hipóteses, é impedido de fazer uso daquela rede social por um curto tempo. Nesse viés, durante três meses, o Comunica Que Muda (CQM) coletou dados mostrando que mais de 90% das abordagens feitas na internet são negativas; Ilustrando a inutilidade de denunciar os cibernéticos.
Portanto, notando que as taxas de discursos odiosos nas redes sociais, só vem aumento, faz-se necessário o aumento da fiscalização, por meio da Secretaria de Crimes Virtuais, permitindo que essas práticas sejam apontadas e punidas. Assim, rompendo o estigma de que todos podem falar aquilo que quiserem nas redes sociais, mesmo que em anonimato. Ademais, buscando maior penalidade, é de suma importância que o Poder Legislativo reveja a legislação e crie leis mais específicas e rígidas para combater discursos odiosos nas redes sociais. Desse modo, indivíduos intolerantes se sentirão cada vez mais inibidos a exporem tudo que desejam na internet.