Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 24/11/2020
Durante a segunda guerra mundial, surgiram o fascismo e o nazismo, duas ideologias que traziam em seu discurso o ódio e a intolerância contra minorias. Sob essa perspectiva, é possível notar nos dias de hoje, principalmente na internet, que, infelizmente ainda há uma herança desses pensamentos que dizimaram milhares de vidas inocentes. Em um mundo onde é possível se conectar rapidamente com qualquer pessoa vinda de qualquer local do planeta, ficou cada vez mais fácil polarizar preconceitos e falas que violam os direitos humanos e são capazes de prejudicar um grupo de pessoas.
É incontestável que a revolução informacional trouxe muitas coisas boas para a sociedade, entretanto permitiu que a discriminação se propagasse “naturalmente”, uma vez que qualquer um pode ter acesso à internet. O anonimato nas mídias sociais é outro fator que dificulta a punição de pessoas que cometem tais crimes nas redes. Ademais, o exuberante número de usuários que participam de grupos que alastram o desrespeito contra minorias é um indicador de como é fácil se esconder nos meios virtuais. Vale ressaltar que a criação de perfis falsos se assimila falsificação ideológica e a pessoa que o fizer pode ser penalizada.
De acordo com dados fornecidos pela ONG Safernet, o número de denúncias contra sites que disseminavam conteúdos racistas, homofóbicos, xenofóbicos, etc aumentou em 200%. Além disso, uma pesquisa que analisava as menções negativas de certos tópicos na internet em um período de três meses, revelou que 97,6% eram racistas, 94,2% eram contra a aparência de alguém e 93,9% eram gordofóbicos.
Em síntese, espera-se que usuários denunciem qualquer tipo de conteúdo que viole a integridade de um grupo de pessoas, campanhas de conscientização sobre crimes cibernéticos sejam feitas nas redes sociais visando um maior alcance no número de pessoas. Além disso outros canais de denúncias para tais crimes deve ser criados e a penalização deve ser mais eficaz.