Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 24/11/2020

Racismo, Xenofobia, Homofobia, Misoginia. Essas são algumas das intolerâncias vigentes na sociedade, que já existiam desde tempos remotos mas somente agora estão visíveis para qualquer um. Eles estão expostos graças a chegada da Internet, que trouxe junto consigo além de muitas coisas boas, a facilidade de se propagar discursos de ódio permanecendo-se anonimamente. Associados a inexistente criação de suportes para comportar a chegada do “futuro”, denominado tecnologia, que engloba redes sociais e etc.

O ciberespaço é muito amplo,  o que abre margem para que ocorra um afloramento do sentimento de  coragem nas pessoas, para que elas possam propagar suas manifestações antipáticas e preconceituosas. Tendo em vista a fala do professor de filosofia da Artes de Berlim, ‘O respeito está ligado ao nome. O anonimato e o respeito excluem-se mutuamente. A comunicação anônima, que a digitalização facilita, opera uma destruição maciça do respeito",  fica nítido que a simplicidade de disseminação de discursos intolerantes é resultado do anonimato que o extenso espaço virtual proporciona. Se o individuo não precisar se identificar, ele fica livre para violar direitos humanos, como no caso o respeito, já que o sentimento de deferência por um outro alguém  só vem a tona quando o “seu” nome, sua identificação, está em questão.

A  World Wide Web é muito nova para todos, surgiu em 1992, ou seja, menos de 30 anos de experiência nesse novo mundo. Esse tempo é menor que o correspondente a expectativa de vida no Brasil, que é de 76,7 anos, segundo dados do IBGE.  De acordo com a entidade, " a pessoa que nascer em 2020 viverá em média 76,7 anos; a que nascer em 2040, até 79,9e em 2060, até 81,2 anos.".  E assim emerge-se a questão de: Será que existem mecanismos de ação, orgãos ou leis eficazes para fiscalizar algo tão atual?.  A resposta é obtida por um dados da ONG Safernet que dizem que apenas entre os anos de 2010 e 2013, aumentou em mais de 200% o número de denúncias contra páginas que divulgaram conteúdos racistas, misóginos, homofóbicos, xenofóbicos, neonazistas, de intolerância religiosa, entre outras formas de discriminação contra minorias em geral. Ou melhor respondendo o questionamento, não.

Diante desse cenário, para resolver esses problemas, é necessário a reestruturação completa das leis que controlam o cyberspace. Elas podem ser formuladas por ONGs, mídia, indivíduo ou iniciativa privada, família, escola ou sociedade, e apresentadas ao governo para que ele possa as colocar em ação. Elas teriam fins de punir e controlar de forma eficiente todas as pessoas que interferissem no que diz respeito as pessoas e as suas próprias escolhas, etnias etc. Uma boa medida para dar inicio seria a obrigatoriedade de se usar identificações verdadeiras, como nome completo, CPF etc.  E assim teria-se certeza de quem se trata, podendo então ser aplicada a punição efetiva.