Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 24/11/2020
Não é segredo que a internet é um lugar onde os limites sociais são muito mais relaxados. On-line, é bem mais comum ter (e vocalizar) opiniões extremas. Porem, essa liberdade nem é sempre uma coisa boa. De acordo com informação da ORG Safernet, em apenas três anos, houve um aumento de 200% de intolerância em geral na net, por etnia, orientação sexual, nação, religião e identidade de gênero.
Essas estatísticas dão a impressão que a internet é naturalmente um local intolerante, por conta da anonimidade de seus usuários, e que para impedir esse comportamento devemos limitar a liberdade de informação nela. Porem, não é a anonimidade que causa o racismo e intolerância, mas que essas coisas já existem na sociedade. O acesso fácil e constante arquivamento da internet simplesmente amplificam a visibilidade desses fenômenos.
Com isso em mente, também é possível chegar a conclusão que devemos usar a tecnologia que esta atualmente disponível a nós para regular as postagens em redes sociais. Porem, detectores automáticos tendem a não serem muito confiáveis, como no infame caso de quando o algoritmo do YouTube foi descoberto marcando vídeos pro-LGBT como “não adequado para monetização”, ou seja, impedindo que propagandas passem antes do vídeo, gerando renda para o criador do conteúdo. Novamente, chegamos a realização que limitar a liberdade de expressão na internet não é a melhor solução a esses problemas.
A luta contra intolerância, é extremamente complexa, e não é uma expectativa realística que eu poderia chegar a uma resolução conclusiva sobre o tópico. Porem, é bem claro que a solução não é encontrada na implementação de regulações que limitam a liberdade de expressão do povo. Os -ismos e -fobias da internet vão acabar quando os mesmos acabarem na sociedade em geral, e até então, devemos continuar a educar todos possíveis sobre as consequências desse comportamento.