Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 24/11/2020

Século 21, a era da comunicação e avanços tecnológicos que revolucionaram paradigmas em uma sociedade majoritariamente conservadora e tradicional. O preconceito ao longo dos tempos sempre existiu, porém devido a leis e a moral da população, em determinados momentos históricos teve sua intensidade variada. Pessoas inocentes são vítimas de racismo, homofobia, xenofobia e ódio. Crimes que com a ascensão das redes sociais foram acentuados, devido a sensação de anonimato e impunidade.

Atrás de celulares e computadores, muitos  se sentiram encorajados a destilar seu preconceito e intolerância na internet. Algo que na dita “vida real” era menos explícito, justamente pela inexistência de perfis fakes ou qualquer possibilidade de ocultar a verdadeira identidade. Justamente pela punição, que na internet é ineficaz e envolve na maioria dos casos suspensão e exclusão da conta, pena ainda incompatível com a gravidade dos delitos.

Segundo Voltaire, filósofo iluminista do século XVIII, “O preconceito é opinião sem conhecimento”. Ou seja o preconceito e o discurso de ódio é um problema muito mais grave e estrutural, presente desde a formação do indivíduo que se depara com valores líquidos e passíveis de ruptura e distorções. O principal exemplo do avanço dessa intolerância nas redes, foram as eleições de 2018 no Brasil que foram marcadas por fake news, ofensas de baixo calão e acima de tudo guiadas pela ignorância e fanatismo cego, afim de normalizar crimes inaceitáveis.

Tendo em vista que se trata de um problema estrutural, o papel formador da escola deve ser usado para conscientizar e educar as novas gerações, para que por meio da educação os erros do passado não se repitam no presente. Paralelamente com essa medida, o anonimato e impunidade desses crimes cibernéticos devem ser trabalhados nas esferas federais e judiciais, para que a punição exista de forma efetiva e justa, assegurando a liberdade de expressão, desde que não ultrapasse o direito individual.