Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 24/11/2020
Diferente do que alguns creem, o nosso cotidiano é completamente cercado de tecnologia, os que não a utilizam são considerados desatualizados. Não são todos que tem facilidade de interagir com esse meio eletrônico, e por conta disso ocorrem crimes e abusos na qual as pessoas se vêem indefesas e não sabem como reagir. Nessa lógica, pode-se afirmar que a intolerância e o discurso de ódio nas redes sociais exigem uma discussão mais ampla sobre a falha sócio estrutural que o problema representa.
Por esse ponto, compreende-se que, além de todos os benefícios sociais e educacionais que a internet possibilita para a sociedade, ela também é um local que dissemina ódio e violência. O mais preocupante, contudo, é que as pessoas confundem a liberdade de expressão com a invasão do espaço do outro com comentários discriminatórios.
Entretanto, esse problema está distante de ser resolvido. Sabe-se que a intolerância e o ódio não estão apenas nas redes sociais, mas sim no indivíduo, fazendo com que esse pensamento preconceituoso não fique estritamente atrás das telas dos computadores e celulares. Além disso, temos um problema de falta de conhecimento na qual as pessoas se confundem com o que é legal ou não e acabam não denunciando ou tomando providências e quando elas procuram nossa constituição,ela é de 1988 e nosso código penal ainda é de 1940, na qual muitas vezes as deixam confusas já que a tecnologia se popularizou pelos anos de 1990 a 2010, e os códigos e leis não abordam a tecnologia.
Diante desse cenário, para resolver esse impasse é necessária a reforma da legislação vigente e dos investimentos destinados aos casos de denúncia de crimes virtuais, para reformar o sistema de Justiça e combater a lentidão dos processos, permitindo, então, que os agressores sejam punidos. Como também, as empresas de tecnologia da informação poderiam ser incentivadas pelo governo a criarem programas para detectar rapidamente os casos de violência virtual, podendo, portanto, trabalharem juntas com o país. Bem como, o Ministério da Educação poderia investir em campanhas usando as mídias, com o apoio de grandes influenciadores de opinião e de empresas famosas de roupas e alimentos, para educar e conscientizar a população sobre a importância de respeitar as pessoas, suas diferenças e como reagir a esses ataques. Dessa forma, acredita-se que o bem estar de envolvidos e o ganho social sejam difundidos, acrescentando o respeito a vida e garantindo os direitos constitucionais a todos.