Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 30/12/2020
O documentário original da Netflix “O dilema das redes” mostra como a revolução tecnológica é importante atualmente, entretanto, ainda é difícil manter o bem estar virtual de todos os usuários. Deste modo, devido a possível proteção das telas e o anonimato oferecido, as redes sociais tornam-se um ambiente sem dono e palco para dispersão de ódio e intolerância.
Primeiramente nas redes sociais, é possível expressar o seu ódio, dar a ele uma dimensão pública, receber aplausos pelos seus amigos e seguidores e se sentir de alguma forma validado. Assim também, as ações e posições intolerantes na rede provocam o aumento de crimes de ódio, muitas vezes, na forma de discurso. Os casos de crimes cibernéticos possuem como características o ataque principalmente às minorias na forma de misoginia, xenofobia, racismo, homofobia, intolerância religiosa, etc. De fato, é nas redes digitais a incidência maior de discursos odiosos.
Além disso, a sociedade e o cotidiano da maioria dos humanos foram tomados por uma gama de produtos eletroeletrônicos que ampliaram as possibilidades de interação entre os sujeitos. Nesse contexto, é natural que existam relações de comunhão e conflito, haja vista,uma sociedade plural e democrática. No entanto, tornam-se cada vez mais necessárias ações que visem a compreensão dos valores democráticos, principalmente os da tolerância com as diferenças e o respeito às liberdades e garantias individuais.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de proteção e o possível impedimento de casos de crimes virtuais. Dessa forma, o Governo Federal em parceria com as empresas responsáveis pela administração de redes sociais como instagram e facebook, devem exigir dos usuários a verificação por meio de documentos como identidade e CPF a fim de ficar mais fácil a identificação dos criminosos cibernéticos. Por meio disso, não haverá mais anonimato e o ambiente virtual será mais seguro para desepenhar seu papel de lazer social.