Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 16/01/2021

A Terceira Revolução Industrial deslocou o espaço geográfico, segundo o geógrafo Milton Santos, para o chamado meio técnico-científico-informacional, na qual a integração tecnológica e rapidez nas trocas de informações condicionam uma maior adesão dos melios digitais de comunicação pela sociedade. Entretanto, a maior facilidade de agregação entre os usuários nem sempre é benéfica, como se pode observar nos casos de intolerância e de discurso de ódio realizados por meio da internet.

Visto que as redes sociais não possuem critérios de seleção rígidos para averigur se as informações fornecidas são verídicas, muitas pessoas acreditam estarem invisíveis no âmbito virtual. Dessa forma, muitas delas se aproveitam da sensação de anonimato e utilizam a internet para propagar discurso de ódio. Como foi o caso ocorrido em 2016 com a Titi, filha dos atores Bruno Gagliasso e Giovana Ewbank, que sofreu ataques racistas de perfis falsos em uma foto publicada no Instagram.

Além disso, segundo o ativista Nelson Mandela, “Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”. Assim, as redes sociais funcionam como uma ferramenta de propagação da intolerância, que foi previamente ensinada a essas pessoas, uma vez que uma pesquisa realizada pela Skol revela que o Brasil é um país preconceituoso, e não coincidentemente, contra as mesmas minorisas que são atacadas na internet. Ou seja, as pessoas colocam na internet o que lhes é ensinada fora dela.

Dessa forma, faz-se necessário a elaboração, por meio do Poder Legislativo, de uma lei que proíba e puna o uso de perfis falsos pelos usuários que a usem para propagar discursos de ódio na esfera virtual, utilizando-se de ferramentas que identifiquem automaticamente palavras preconceituosas publicadas nas redes sociais, a fim de que se diminua os casos de intolerância nos meios de comunicação virtual.