Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 09/04/2021
É um fato dizer que a Internet abriu espaço para a comunicação e para o compartilhamento de opiniões. Nesse sentido, ainda que o livre arbítrio nas mídias seja fundamental para a sociedade, o seu mau uso pode causar discriminação tanto no sentido de oprimir alguém, como no ataque a minorias.
Primeiramente, o discurso de ódio pode propagar a opressão nas redes sociais. Isso porque muitos usuários se manifestam, normalmente, em perfis falsos a fim de agredir outras pessoas, principalmente aquelas contrárias a suas opiniões. Devido a isso, muito indivíduos se sentem perseguidos quando compartilham suas ideologias, o que acontece, geralmente, com temas políticos, que está em alta nos últimos anos. Só para exemplificar, segundo o Datafolha, mais de 50% das pessoas entrevistadas evitam fazer postagens sobre política para se preservar de ataques e discussões.
Além disso, grupos de minoria tendem a ser vítimas da intolerância nas mídias sociais. Nessa perspectiva, é comum a exposição de ideologias conservadoras para afirmar pensamentos ultrapassados sobre alguma questão social, como o racismo. Com isso, esses ataques são induzidos não por uma opinião racional e coletiva, mas pelo sentimento de superioridade perante o próximo. Por exemplo, segundo pesquisas do site Comunica Que Muda, quase 98% das mensões sobre racismo apresentava um teor negativo e 80% dessas mensões eram explícitas e diretas.
Portanto, o uso da intolerância e do discurso de ódio é prejudicial para os indivíduos em rede. Dessa forma, é necessário que órgãos reguladores, como o Ministério da Justiça, criem uma plataforma acessível a denúncias, juntamente com as redes sociais, por meio de um site exclusivo, possibilitanto o acesso pela população civil, em especial as vítimas, contra as opressões sofridas nas mídias. A partir disso, os opressores serão punidos de acordo com a lei e banidos da rede social. Assim, o livre arbítrio poderá ser usado de forma não prejudicial na Internet.