Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 09/04/2021
A Carta da Terra, colocada em pauta durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, em 1992, enfatiza a necessidade de construir sociedades pacíficas e tolerantes. Todavia, tal declaração não é visível no contexto atual, pois predomina nas redes sociais a intolerância e o discurso de ódio. Diante disso, é evidente que esssa problemática decorre não só da manutenção de pensamentos arcaicos mas também da valorização excessiva do campo individual.
A príncipio, convém destacar o papel que a persistência de pensamentos históricos tem em relação ao problema. Sob esse viés, durante o período colonial do Brasil, ocorreu a imposição de costumes dos colonizadores aos indígenas e aos africanos. Essa realidade preconceituosa ainda norteia boa parte da população, que considera esses grupos inferiores, impõe valores e ataca suas crenças. Desse modo, vê-se que os ataques intolerantes estão ligados às mentalidades do passado.
Ademais, a valorização excessiva da individualidade na era contemporânea dificuldade a erradicação desse entrave. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, uma sociedade funciona como um corpo, no qual as partes estão unidas pela solidariedade. Nesse sentido, vê-se que a coesão explicitada por ele se encontra desfeita na atualidade, pois prioriza-se o interesse particular. Isso pode gerar no indivíduo comportamentos de superioridade em relação aos seus semelhantes. Sendo assim, fica claro que o individualismo leva ao pensamento de desrespeito no mundo virtual.
Portanto, exortar a combater todos os acessos e discursos de ódio propagados pela internet. Para tanto, no Brasil, o Ministério da Educação deve, por meio de palestras e publicações nos meios de comunicação, destacar a relevância da coletividade, a fim de formar laços sólidos nas relações sociais e diminuir as influências exarcebada do campo individual. Além disso, tal ação deve contar com professores e sociólogos que discutam a permanência de modos de pensar arcaicos na sociedade, com objetivo de garantir os preceitos estabelecidos na Carta da Terra.