Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 27/04/2021
A chamada Ágora -reúnião social grega- tinha como objetivo a socialização e a dicussão de temas relevantes para a Pólis da Grécia Antiga. Atualmente, não muito diferente das reuniões sociais helenísticas, ainda é possível perceber a Ágora moderna, evidenciada pelas rodas online de socialização virtual. Entretanto, nem sempre essa socialização é feita de forma saudável, sendo perceptível nas interações da internet, as diversas exclusões sociais e discursos de ódio de ataque a minorías , tornando-se imprescindível a análise de tais discursos presentes no meio vitual.
A priori, vale ressaltar o comportamento de tendência a exclusão de pessoas das redes sociais. Nessa linha, evidencia-se a cultura do cancelamento, que por ações não compatíveis a moral virtual, tende a excluir pessoas das rodas sociais online, como foi o caso da Youtuber Viih Tube, que no ano de 2016 foi cancelada por ter demonstrado em um vídeo de seu canal um comportamento violento com seu gatinho, sendo cancelada e afastada da roda social até sua reincersão na mídia, advinda da nova temporada do Reality Show brasileiro, BBB21. Dessa forma, a cultura do cancelamento evidencia a intolerância de membros de redes sociais, capazes de não só excluir do meio comunitário da web, como também apresentar discurso de ódio contra a conta cancelada.
Outrossim, é de extrema importância salientar os diversos ataques a grupos específicos presentes nas redes, como os ocorridos com maior veemência no ano de 2020, que por razões de ociosidade advinda da pandemia, trouxe maiores interações nas plataformas digitais de todo o mundo. Assim sendo, foi perceptível nas redes, posts de ataque a grupos orientais, que por conseguinte visava a culpabilidade do contágio global do Coronavírus. Dessa maneira, a exposição nas redes tem sido marcada pelo discurso de ódio xenofôbico e intolerante.
Em síntese, pecebe-se a grande intolerâcia de membros das redes sociais da atualidade. Nesse sentido, torna-se imperativo que órgãos responsáveis como o Ministério da Educação e Cultura -órgão responsável pelo direcionamento da educação nacional- como também o Ministério da Cidadania -órgão responsável pelo direcionamento executivo de artigos de cidadania- conscientize a população e atue a respeito dos perigos do discurso de ódio digital, através de palestras em sala de aula e propagandas estatais em relação ao tema, como também através do encaminhamento ao legislativo de leis mais rígidas a respeito de discursos intolerantes. Somente assim é poder-se-á mudar o quadro intolerante das redes virtuais.