Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 05/07/2021
No ano de 1933, o partido Nazista venceu as eleições na Alemanha por via de discurso que defendia a sobreposição da raça ariana – pessoas brancas e loiras – sobre as outras. Porém, em 1945 o Nazismo foi extinto e, com isso, esperava-se que os discursos de ódio não fossem mais aceitos e tampouco disseminados. Mesmo assim, em pleno século XXI, apesar da constituição de 1988 defender o respeito, ainda é comum ver pessoas intolerantes ridicularizando minorias, muitas vezes, devido ao fato de que elas estariam ocupando seu espaço na sociedade
A priori, vale pontuar que a Revolução Digital trouxe vários benefícios, como o acesso a informação e comunicação, afinal, já dizia Steve Jobs “A tecnologia move o mundo”. Todavia, muitas noticias publicadas são falsas, e tem como objetivo deixar a opinião do indivíduo mais extrema. Segundo o jornal “O Globo”,84% das pessoas que utilizam redes sociais fazem menções ao preconceito e discriminação no que incerne negros, mulheres e gays que, por conseguinte, podem apresentar problemas social e até depressão.
Vale destacar, que embora a Bíblia defenda o amor ao próximo, muitos lideres religiosos agem de maneira intolerante. Exemplo é o pastor Marcos Feliciano, que tem milhões de seguidores disse que existe ditadura gay e que africanos descendem de um ancestral amaldiçoado e, por isso, levam uma vida sofrida. Desse jeito, as pessoas que seguem por estarem pressas em bolhas sociais, acreditam em tudo que ele fala.
Depreende-se, portanto, que conceitos religiosos mal interpretados e as redes sociais tornam opinião do brasileiro mais ofensiva, extrema e odiosa. Destarte, para resolver esse problema, o Ministério da Educação, aliado ao Poder Legislativo, deve propor a criação de uma nova matéria chamada de “Relações Sociais” para que os professores possam orientar melhor seus alunos – explicando por intermédio de argumentos históricos, religiosos e filosóficos – as consequências que discursos de ódio trazem às minorias, a fim de que esses jovens não se tornem intolerantes no futuro.