Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 04/08/2021

Em sua canção, “Brasil de quem?2”, o cantor Mc Sid expõe fato de que a atual sociedade tem o hábito de divulgar seus preconceitos em rede nacional. Sob essa ótica, é explícito que a intolerância e o discurso de ódio nas redes sociais esculpe graves problemas no país, já que tal atitude consiste em humilhar e  ferir a dignidade e a autoestima de um indivíduo. A partir disso, a negligência governamental e a falta de conscientização social são responsáveis por agravar o impasse em território brasileiro.

Em primeiro plano, evidencia-se a ineficiência do governo na garantia e na manutenção do bem-estar social. Com isso, a sociedade não dispõe de meios que assegurem a plena execução do Código Penal na nação, visto que legislação sobre crimes de ódio encontra-se fragilizada, uma vez que, segundo o jornal, Brasil de Fato, crimes de ódio aumentaram durante a pandemia. Nesse sentido, a ineficácia do código demostra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a população, a qual é restringida de direitos fundamentais para a estruturação do eficaz convívio social. Logo, a obra “O cidadão de papel”, de Gilberto Dimenstein, apresenta a incompetência da máquina administrativa do país, pois o escritor afirma que os direitos e deveres constitucionais residem somente na teoria.

Ademais, é perceptível a falta de conscientização na atual década, posto que muitos indivíduos da sociedade não sabem respeitar as diversas pessoas que compõem o corpo social. Nesse contexto, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, a violência aos direitos Humanos não consistem somente no embate físico, mas também na perpetuação de preconceitos que atentam contra determinado grupo social. Destarte, o pensamento do estudioso Bourdieu põe em exibição a intolerância de muitos seres humanos perante as adversidades presentes na pátria, na medida em que a população começa a “condenar” o outro por ser diferente ou pensar de forma oposta da maioria. Tal fato ocorre, pois as raízes do discurso do ódio e da inclemência  estão presentes desde colonização, na qual havia uma repulsão de costumes e religiões adversos dos dominantes, ato que perpetua esse quadro deletério.

Portanto, faz-se necessário e debate acerca da intolerância e do discurso do ódio nas redes sociais. Assim, cabe ao Governo Federal, órgão com instância máxima da administração executiva do país, mediante verbas destinadas do cofre público,  o aprimoramento e a intensificação do código penal brasileiro, com o objetivo de assegurar direitos da população e minimizar atos inadequados. Além de providenciar com o Ministério da Educação, campanhas, por meio de verbas constitucionais, com o intuito de conscientizar a população diante do dever de respeitar as adversidades do território. A partir dessa ação, será possível a construção de uma sociedade íntegra e consciente.