Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 06/10/2021
Durante a Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler, líder Nazista convenceu todo um povo a entrar em guerra, com discurso antissemita, racista e misógino, sendo transmitido pela mídia. Desse modo, persiste na atualidade, uma vez que pessoas propagam ódio nas mídias sociais, resultado da falta de tolerância dos agressores. Nesse sentido, no que tange à questão dessa intolerância, percebe-se a persistência de um grave problema, em virtude da ausência de empatia e da negligência governamental.
Em primeiro lugar, a princípio, que a compactuação da sociedade está entre a causas da problemática. A esse respeito, na obra “Modernidade Líquida”, de Zygmunt Bauman, é defendido que o grupo social atual é fortemente influenciado pelo individualismo, analogamente, é aplicado aos discursos de ódio nas redes midiáticas. Nessa perspectiva, os indivíduos que cometem tal fato não se preocupam com as consequências, pois, elas causam mal ao próximo e não a si, utlizando de perfis “fakes” para semear o ódio às pessoas que eles não aceitam. Logo, enquanto o preconceito permanecer, acarretará na perpetuação dessa adversidade.
Outrossim, a insuficiência estatal apresenta-se como outro fator que influencia na dificuldade da efetivação às mensagens de repulsão. O Artigo 3º da Constituição Federal assegura o bem de todos, sem preconceitos de raça, sexo ou quaisquer formas de discriminação. Embora, na prática, esta garantia é deturpada, posto que há a viabilização de mensagens que disseminam a repugnância e, assim, desolando quem é submetido a elas, já que aqueles que são expostos a isso não recebem nenhum tipo de assistência. Enfim, milhares de pessoas que sofrem esse desrespeito prevalecem desamparados, indo contra as ideias do bem-estar de todos da Constituição.
Portanto, indubitavelmente, medidas são fundamentais para atenuar o problema. Diante disso, é necessário que o Ministério da Educação, junto com o Ministério da Saúde promova debates e rodas de conversas com psicólogos nas escolas, por meio de programas nacionais que desenvolvam o equilíbrio da sociedade, conscientizando a importância da empatia e incentivando um maior conhecimento sobre o assunto. Ademais, o Ministério Público, responsável pela defesa e a ordem dos interesses coletivos e individuais, deve assegurar segurança à vítima, utilizando-se de espaços que recebam as denúncias e condenem os provocadores, encorajando aqueles que passaram por essa situação a denunciar. Feito isso, o bem comum será uma realidade, derrubando, assim, a raiz histórica da Segunda Guerra Mundial.