Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 01/11/2021

Em sua canção, “Brasil de quem?2”, o cantor Mc Sid expõe o fato que a atual sociedade tem o hábito de divulgar seus preconceitos em rede nacional. Sob essa ótica, é explícito que a intolerância e o discurso de ódio nas redes sociais esculpem graves problemas, já que tais atitudes consistem em humilhar e ferir a dignidade e a autoestima de um indivíduo. Nesse viés, cabe analisar como a negligência governamental e a falta de conscientização constituem esse impasse no país.

Em primeiro plano, percebe-se a ineficiência do governo na garantia e na manutenção do bem-estar social. Com isso, infelizmente, a sociedade não dispõe de meios que assegurem a plena execução do Código Penal vigente, visto que a legislação de crimes de ódio encontra-se fragilizada, uma vez que, segundo jornal, Brasil de Fato, crimes de ódio aumentaram durante a pandemia. Nesse sentido, a ineficácia do código demonstra a inércia governamental disposta em solo e o descaso com a população, restringida de direitos fundamentais para a estruturação do eficaz convívio social. Logo, a obra “O cidadão de papel”, de Gilberto Dimenstein, apresenta a incompetência da máquina administrativa do país, pois o escritor afirma que os direitos e deveres constitucionais residem somente na teoria.

Ademais, é perceptível a falta de conscientização na atual década, posto que muitos indivíduos da sociedade não sabem respeitar as diversas pessoas que compõem o corpo social. Nesse contexto, conforme o sociólogo Pierre de Bourdieu, a violência aos direitos humanos não consiste somente no embate físico, mas também na perpetuação de preconceitos que atentam contra determinado grupo social. Destarte, o pensamento do estudioso coloca em exibição a intolerância de muitos seres humanos perante as diversidades da pátria, na medida em que a população começa a “condenar” o outro por ser diferente ou pensar de forma oposta da maioria. Tal fato ocorre, pois as raízes do discurso do ódio e da inclemência estão presentes desde da colonização, na qual havia uma repulsão de costumes e religiões adversos dos dominantes, ato que perpetua esse estorvo caótico.

Portanto, fazem-se necessárias ações que atenuem o discurso do ódio e a intolerância nas redes sociais. Assim, cabe ao governo federal, órgão com máxima administração executiva do território, mediante verbas do cofre público, o aprimoramento e a intensificação do Código Penal brasileiro, com o fito de assegurar os direitos da população e, eventualmente minimizar atos inadequados. Além de providenciar, com o Ministério da Educação, campanhas informativas, que conscientizem a população diante do dever de respeitar as diversidades da pátria. A partir disso, será possível atenuar o óbice em pauta e estruturar a construção de uma sociedade integra e empática.