Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 03/11/2021
A afirmação “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, atribuída à filósofa Simone de Beauvoir, pode facilmente ser aplicada à intolerância e discurso de ódio nas redes socias. Já que a sociedade tem se conformado com as seguintes polêmicas: agressões que estão transpassando a internet para vida real e o discurso hipócrita que empesteia a discussão séria com incertezas sobre a seriedade que o tema precisa ter, com isto, a população começa a habituar-se a essa problemática.
Em primeiro lugar, é imprescidível notar que a inatividade do Estado potencializa o problema das agressões virtuais e as no mundo real, causando dor, sofrimento e em alguns casos à morte, seja por depressão ou por ataques físicos. Esse contexto exemplifica a teoria do filósofo Jonh Locke, afirmava que essa conjuntura configura-se como violação do contrato social, já que o governo é incapaz de fornecer segurança. Nessa perspectiva, para a mudança, faz-se necessário a intervenção estatal.
Além disso, é igualmente preciso apontar para a ineficácia dos discursos hipócritas, que acabam por semear a dúvida sobre a gravidade destes discursos de ódio, como o caso notório do grupo de comédia que fez piada com o cristianismo e disse ser liberdade de expressão embora ao fazer piada com gordo, pediu desculpas. Ademais, o discurso de ódio em determinadas situações são aceitas por alguns segmentos da sociedade, Posto isso, de acordo com o site Comunica que Muda demonstra que de 100 comentários sobre religião 90 são termos pejorativos. Logo isso é inadimissível, e precisa alguma atitude ser tomada.
Portanto, é preciso que o Estado tome providências para amenizar a situação. Para a intolerância e discursos de ódio nas redes sociais, urge que o Estado crie leis, por meio dos deputados e senadores para criar, debater e votar tal lei. Somente assim, discursos e violência serão punidos. Ademais, a lei deve conter com o auxílio da inteligência da polícia federal, especializada na tecnologia da informação, para poder rastrear os delinquentes. Assim, a população não precisará mais habituar-se com a violência no mundo virtual e nem no real.