Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 06/11/2021
Segundo Tancredo Neves, “cidadania não é uma atitude passiva, mas ação permanente, em favor da comunidade”. De maneira análoga a isso, contudo, ao observar a intolerância e discurso de ódio nas redes sociais,- ainda que seja uma questão de granve valor- percebe-se que esse assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relacionados a essa problemática, é imórtante analisar a negligência estatal e a importância da educação.
A priori, vale ressaltar o Pacto Social, do contratualista John Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis aos indivíduos, como a igualdade. No entanto, é evidente que tal prerrogativa não se reverbera no Brasil, pois, apesar de assegurado no artigo 5° da Constituição Federal de 1988, os brasileiros não tratados com igualdade na sociedade, na qual, principalmente os famosos, são alvos de discursos de ódio ao cometerem alguma ação que não agrade ao público, sendo as redes sociais, o principal meio utilizado pelos mesmos. Assim, a ineficácia estatal fere os princípios propostos por Rawls e, ao mesmo tempo, dificulta a universalização de tal direito.
Outrossim, aluda-se ao pensamento de Paulo Freire, “se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob essa perspectiva, elucida-se a necessidade da ensinança para a melhora desse cenário, sem dúvidas, a ignorância é um grande motivador para os ataques, a exemplo da cantora Karol Conká, que no programa “Big Brother Brasil 21”, foi alvo de fortes críticas por seu comportamento, no entanto, mesmo com seu arrependimento e pedido de desculpas em rede nacional, a mesma continuou sendo atacada. Desse modo, não é inesperado que o Brasil, -apesar de assegurar na Constituição Federal de 1988- persista em não valorizar a educação de modo benevolente.
Dessarte, fica evidente que nem todos têm direito à ensinaça e igualdade. Logo, cabe ao Ministério da Educação, por meio de projetos, criar leis que penalizem de forma adequada quem dinfundir palavras de ódio, e ao Ministério da Cidadania, pelas redes sociais, promover campanhas que visem a conscientização da população acerca da igualdade, com a finalidade de que os ataques e discursos de ódio no Brasil sejam atenuados. Em vista da concretização dessas ações, a sociedade se aproximará da idealização de Tancredo Neves.