Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 07/11/2021
Promulgada pela ONU em 1948,a Constituição dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação.Entretanto,no Brasil, com a popularização das redes sociais é cada vez mais comum episódios de intolerância e discursos de ódio nas redes sociais.Seja pela negligência por parte do governo,seja pela negligência por parte da população,fazem-se prementes medidas que mitiguem essa problemática no país.
Em primeiro plano,observa-se a ausência de politícas públicas para coibir a intolência e discursos de ódio no meio virtual.De acordo com dados divulgados pela Central de Crimes Cibérneticos da SaferNet Brasil,comparado o número de denúncias entre 2017 e 2018,o aumento foi de mais de 109%.Além disso, a fragilidade das leis e o descaso em investigar denúncias dessa natureza é um dos fatores que ajudam a impulsinar esse tipo de prática criminosa.
Outro fator determinante para naturalização dos constantes epsisódios de ódio gratutito nos meios digitais é a falta de reinvindicação por parte da população. Sob esse viés, a filósofa contratualista Hannah Arendt criou o termo de “responsabilidade coletiva”, no qual todos os indivíduos são coletivamente responsáveis por aquilo que o Estado faz em seus nomes. Seguindo essa lógica, se o tecido social permanece estático a naturalização desses problemas torna-se inevitável. Dessa forma, a resolução dos problemas sociais não depende apenas do governo, mas de todas as pessoas
Portanto, é de suma importância que o Ministério da Educacação (MEC) aumente as verbas destinadas aos estados e aos municípios para a criação unidades de combate a prática de crimes de intolência e ódio nos meios digitais. Além disso a mídia deve promover campanhas em todos os meios de informação sobre os principais prejuízos causados as pessoas que sofrem esses tipos de ataques online incentivando os jovens a refletirem sobre como isso prejudicial a quem recebe.