Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 13/11/2021

A filósofa Hannah Arendt, desenvolveu o conceito de Banalidade do Mal, segundo o qual as atitudes cruéis se tornaram parte do convívio social e se banalizaram na sociedade. Entretanto, os frequentes casos de intolerância e discurso de ódio nas redes sociais manifesta na prática a hostilidade definida por Arendt. Com efeito, um diálogo entre a sociedade e o Estado para um convívio social saudável é a medida que se impõe.

Diante desse cenário, substancial parcela da população criou o ato de cultura do ódio. A esse respeito, de acordo com o filósofo Aristóteles, para garantir um estado de bem-estar, é necessário que se evite agir de forma extrema. Ocorre que a ideia do pensador grego está distante de ser realidade diante da rede cibernética, haja vista a falta de empatia dos indivíduos e o limite sobre a liberdade de expressão, o que permite a atos banais como o cancelamento social, proferido pelos usuários da internet. Dessa forma, enquanto a impetuosidade for a regra, a paz será exceção.

Ademais,  o artigo 3º da Constituição Federal de 1988 tem como garantia promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça e quaisquer outras formas de discriminação. Nesse viés, as autoridades públicas mostram-se incapazes de controlar a disseminação hostil no espaço virtual, o que vai de encontro à proposta da Carta Magna e evidencia omissão do Estado. No entanto, não é razoável que na contemporaneidade ainda perdure a antipatia que subjugue pessoas, o que deve, pois, ser repudiado pela soberania, de modo que se combata o julgamento alheio.

Urge, portanto, que o indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a intolerância e o discurso de ódio nas redes sociais. Cabe aos cidadãos repudiar a inferiorização das diferenças e dos cotumes, por meio de vídeos na internet com ajuda de piscólogos capazes de desconstruir a prevalência de denegrir a imagem de outra pessoa. Ao Ministério Público, por sua, vez compete promover açoes judiciais pertinentes contra atitudes individualista e ofensivas. Assim, observada a ação conjunta entre população e pode público, em breve, a regra deixe de ser uma utopia.