Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 07/05/2022

Desde a época do holocausto, certos grupos sociais, raciais, étnicos e outros sofrem preconceitos e violências incentivados por discursos de ódio. Essa prática enraizada na sociedade precisa ser combatida, diante seus males. Visto isso, destacam-se dois aspectos: a internet tornou-se um dos maiores meios de propagação de ódio e a falha da legislação brasileira para conter tal ato.

Em primeiro plano, podemos destacar que a internet por meio de seu anonimato é um lugar fácil para semear preconceito contra mulheres, lgbt+, minorias raciais e étnicas sem sofrem consequências. Desse modo, diferentemente da “vida real”, as pessoas sentem-se mais livres para expressar pensamentos de ódio. Dessa forma, percebe-se a importância de coibir esse tipo de crime virtual.

Além disso, é notório a imprecisão da legislação brasileira quanto as punições para combater tal prática. Consoante a isso, nota-se que na Constituição Federal faltam leis específicas contra o discurso de ódio. Sendo assim, não basta somente leis que abordam injúria racial, feminicídio e LGBTfobia.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter a disseminação de discursos de ódio na sociedade contemporânea. Por consiguinte, cabe aos Governadores implantarem leis que determinam punições a quem comete os crimes, seja em qualquer ambiente, no “mundo real” ou virtual, a fim de que encontre caminho para combate-los. Somente assim, podemos encerrar com os vestígios de eventos trágicos como o holocausto, evitando que se repita.