Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 11/11/2022

Lutas e limitações marcam a história do Brasil. Da colonização à miscigenação, da exploração aos costumes impostos, o país registra percalços de um povo que se constituiu em uma base histórica distorcida. Hoje, a antiga terra Tupiniquim avança rumo ao progresso, todavia, é preciso superar mazelas como a questão do discurso de ódio no ambiente virtual, fomentado pela omissão governamental e pelo silenciamento midiático.

“Nas favelas no Senado/ Sujeira pra todo lado/ Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação.” De maneira análoga ao denunciado na música da banda Legião Urbana, a negligência estatal dificulta o combate ao discurso hostil na internet. Essa situação ocorre de tal forma que não há leis suficientes voltadas para a temática, assim como não há uma fiscalização eficiente dos ambientes virtuais. Dessa forma, é dificultado a luta contra a crueldade na internet, sendo assim, os afetados tem seus direitos assegurados no Art.06º da Constituição cidadã, negligenciados.

Ademais, segundo o filósofo Pierre Bourdiel, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse sentido, nota-se que a mídia, em vez de promover debates para elevar o nível de informação da população sobre a manifestação odiosa na internet e suas consequências, infelizmente, influência no silenciamento midiático, pois - em redes sociais, programas de TV - não há informações para elevar o senso crítico dos indivíduos sobre o problema. Consequentemente, a população de mantêm inerte à problemática, por não saber o que esse discurso poderá ocasionar na vida de quem sofre, como, por exemplo, transtornos psíquicos. Sendo assim, é dificultado a mitigação da crueldade on-line.

Portanto, cabe às ONGs socioculturais criarem campanhas informativas em plataformas de “streaming”, como YouTube e TikTok, tendo como porta-voz especialistas na causa. Tal ação deve ocorrer por meio de vídeos lúdicos sobre as consequências da expressão odiosa na internet. Por fim, a finalidade será remediar a negligência estatal e o silenciamento midiático, contrapondo o elucidado por Bourdiel.