Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 01/09/2023

O advento das redes sociais, tratado em “Terra de Ilusões: internet, morte e mentiras”, aborda o potencial virtual em incentivar a violência na vida das pessoas. Tal perspectiva, evidencia a questão do discurso de ódio no ambiente online e a importância de coibir esta prática. Pode-se dizer, então, que o problema da dependência virtual, por parte dos indivíduos, e a insuficiência de monitoramentos das grandes empresas são os principais responsáveis por este quadro.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a forte relação entre o meio tecnológico e físico, visto que as redes sociais são um reflexo da sociedade.Paralelamente, segundo o portal “G1”, Lucas, filho da cantora Walkyria Santos, atentou contra a sua vida após ser vítima de ataques virtuais.Nesse viés, um coração foi silenciado devido à relação de dependência e a falta de discussões a respeito deste espelhamento de, também, partes ruins da realidade. Logo, é relevante compreender que a web é capaz de interferir no desenvolver emocional de pessoas uma vez que as redes são espaços suscetíveis a crimes e seus efeitos negativos vão para além das telas.

Outrossim, as diretrizes falhas em agir contra discursos de ódio dificultam a justiça ao mitigar essas violações. Sob esse viés, é responsabilidade das empresas que oferecem serviços digitais monitorar e atuar conforme a legislação vigente. De acordo com o “Marco Civil da Internet”, são classificados crimes: vazamentos de dados e discursos que ferem os direitos humanos, tais como manifestações racistas.Assim, é constitucional prezar pela tolerância e torna-se mandatório a ação inovadora de empresas em assegurar ferramentas de segurança em seus programas.

Infere-se, portanto, a importância de formar pessoas independentes e investir em segurança cibernética.Todavia, estes caminhos necessitam da ação conjunta cidadã, em conscientizar sobre a nocividade das redes, e empresas que oferecem serviços online, como o Instagram, ao limitar ofensas e atualizar métodos de segurança constantemente, por meio de diretrizes humanitárias e investimentos monetários, em ordem de promover saúde pública,a fim de que a violência neste âmbito seja restringida e exista terreno fértil para o avanço social.