Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 28/10/2023
É indubitável que de forma proporcional ao crescimento do acesso da população à internet, aumentaram também os números de casos de discursos de ódio e intolerância nas redes sociais. No entanto, percebe-se que há ausência de ações governamentais para que essa deixe de ser uma realidade na sociedade brasileira, bem como a falta de empatia na sociedade também é perceptível. Assim, nota-se a importância do debate sobre a temática.
Primeiramente, é necesssário ressaltar que a falta de políticas públicas torna-se um empecilho para que o problema se resolva. Sobre isso, é facil perceber que o Estado é negligente em relação a ações que tratem acerca da intolerância que domina a internet, pois não há legislação eficiente que consiga punir os crimes cibernéticos, fazendo com que os usuários sintam-se confortáveis em realizar discursos de ódio. Inclusive, essa ideia pode ser fundamentada pela pesquisa realizada, em 2021, pelo Instituto Datafolha, que afirma que apenas 12% dos crimes que ocorrem nos meios digitais são, de fato, julgados.
Ademais, a falta de empatia na sociedade, pode ser somada a negligência do governo, como causa para que o problema não seja resolvido. Nesse sentido, nota-se que a ausência de empatia advém da formação cidadã de cada indivíduo e que a capacidade de se colocar no lugar do outro, possibilitaria sentir o que o outro sente, diminuindo as chances de que alguém consiga se manter confortável estando em uma posição de opressor. Em conformidade a esse aspecto, pode-se citar a afirmação da filósofa brasileira, Marcia Mattos, que diz que, “Há uma poderosa química que o outro exerce sobre nós, produzindo efeitos e aflorando virtudes das quais nós sozinhos seríamos incapazes de nos apropriar”, evidenciando que a propagação da empatia poderia ajudar a minimizar esse problema.
Em síntese, é possivel concluir que para que a sociedade consiga evoluir em relação a esse aspecto, o Estado precisa intervir através de ações públicas, com campanhas de conscientização e elaboração de leis mais eficientes. Bem como a empatia precisa ser trabalhada no cotidiano das pessoas, por exemplo nas escolas e ambientes de trabalho.