Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 19/04/2024
De acordo com a CNN Brasil, em fevereiro de 2024, o “Facebook” tinha 2 bilhões de usuários ativos globalmente, o que representa mais de 20% da população. Consequentemente, as publicações presentes nesta rede social, assim como em diversas outras, refletem, de maneira considerável, as opiniões da sociedade. Dito isso, os discursos de ódio realizados de forma on-line precisam ser monitorados, pois trazem malefícios aos atingidos, dentro e fora da internet. Infelizmente, o preconceito que aparece na internet é resultado direto da intolerância presente na sociedade externa e resulta em atitudes criminosas por parte dos usuários.
Haja vista que nas redes sociais não são necessárias a voz ou a imagem pessoal para realizar um comentário, a opressão contra minorias torna-se mais recorrente. Para isso, a impessoalidade dos perfis traz a sensação de anonimato, acarretando em usuários que praticam a discriminação, sem que sejam relacionados a esta. Assim sendo, personalidades famosas ou desconhecidas não são identificadas. Além disso, o baixo percentual de punição para crimes cibernéticos contribui no crescimento da violência dentro de canais de comunicações virtuais.
Entretanto, mesmo com a punição da justiça, alguns usuários permanecem praticando seus crimes, sendo necessária maior rigidez no controle destes atos. A exemplo disso, em 2023, o deputado Nikollas Ferreira foi condenado pelo crime de transfobia contra a deputada Érika Hilton, ocorrido através da rede social “Instagram”. Contudo, mesmo após o resultado do processo, o culpado continuou discursando contra pessoas trans, indiferente à sua punição. Dessa maneira, espectadores podem ser influenciados a praticar atos preconceituosos, caso a punição não os atinja da mesma forma.
Portanto, cabe ao Ministério da Comunicação, juntamente ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, criar ferramentas para o monitoramento de discursos de ódio na internet, principalmente nas redes sociais. Por meio de recursos tecnológicos, será possível evitar a propagação da intolerância, presente nas redes sociais, em reflexo do preconceito de parte da população. Após isso, outras nações serão inspiradas com o exemplo do Brasil, contribuindo para um mundo com menos desrespeito.