Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 14/03/2025

O filósofo Thiago Luís afirma que: “a internet é um espelho no escuro que reflete a sociedade“. Dada essa afirmação, é possível relacioná-la com a intolerância e os discursos de ódio nas redes sociais, que tem como principais causadores a banalização desses ataques e a falta de punição por parte das plataformas.

O conceito “banalização do mal“, de Hannah Arendt defende que a sociedade banaliza coisas ruins quando se tornam comum entre as pessoas. É possível perceber que, o mesmo ocorre nos espaços virtuais com os discursos ofensivos e intolerantes, que se tornaram banais para a população pela frequência que são vistos. Por isso, esses ataques não recebem a devida importância, e como consequência, são postados com normalidade nas plataformas.

Em segunda análise, outro fator que influencia para a propagação de ódio, é a falta de punição desses criminosos. John Stuart defende que: “a liberdade do indivíduo deve ser assim limitada, não deve ser prejudicial aos outros“. Pode-se relacionar essa afirmação com os ataques propagados na internet que, por sua vez, não são limitados pelas plataformas, ou seja, qualquer usuário pode postar o que deseja, o que resulta em um sentimento de impunidade desses que disseminam ódio. Assim, insultos se propagam cada vez mais nas comunidade virtuais, visto que nenhuma medida é tomada contra esses infratores.

Em vista aos fatores mencionados, é notório a necessidade de intervenção. O Ministério das Comunicações - órgão responsável pelas mídias sociais no Brasil - deve por meio de políticas públicas de conscientização restringir que tais ofensas e falas preconceituosas sejam publicadas, a fim de acabar com a propagação dos discursos de ódio, e, junto a Polícia Civil, garantir que esses criminosos sejam detidos, para que não haja a sensação de absolvimento e a internet se torne um lugar seguro e acolhedor.